terça-feira, 8 de março de 2011

O Livro de Mórmon: a Grande Resposta à Grande Pergunta

Traduzido de Neal A. Maxwell, "The Book of Mormon: A Great Answer to 'The Great Question'" in A Book of Mormon Treasury: Gospel Insights from General Authorities and Religious Educators (Provo and Salt Lake City: Religious Studies Center and Deseret Book, 2003), 1-18.
O Livro de Mórmon proporciona grandes e retumbantes respostas àquilo que Amuleque denominou “a grande pergunta,” isto é: “Existe realmente um Cristo redentor?” (Alma 34:5-6). O Livro de Mórmon declara com clareza e com provas: “Sim! Sim! Sim!” Ademais, o livro declara, mediante seu tema muito repetido, que “todas as coisas que foram dadas por Deus ao homem desde o começo do mundo são símbolos de [Cristo]” (2 Néfi 11:4). Levando em conta tudo que Deus poderia ter-nos dito, que impressionantes são as suas respostas! Ele, diante do qual todas as coisas, tanto do passado como do presente como do futuro, continuamente estão presentes (Vide D&C 130:7), decidiu falar-nos do “evangelho” (3 Néfi 27:13-14; D&C 33:12; D&C 39:6; 76:40-41)-as “boas novas” transcendentes, sim, as repostas resplandecentes à “grande pergunta.”
é também de se admirar que Deus, que criou “mundos sem fim” (Moisés 1:33, 37-38; vide Isaías 45:18), decidiu-nos afirmar que neste pequeno “grão de areia” em que estamos “ele nada faz que não beneficie o mundo; porque ama [este] mundo” (2 Néfi 26:24); “pois eis que esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e a vida eterna do homem” (Moisés 1:39).
Não é de nos surpreender que esta mensagem gloriosa do evangelho seja mais perfeita do que qualquer dos mensageiros, a não ser o próprio Jesus. Tampouco nos surpreende que a mensagem do evangelho seja mais vasta do que a compreensão de qualquer de seus pregadores ou ouvintes, exceto o próprio Jesus.
O significado total do Livro de Mórmon não se manifestou de imediato ao Profeta Joseph Smith que traduziu, em média, o equivalente a oito ou mais páginas impressas do Livro de Mórmon por dia. Baseando-se nesta taxa de tradução, conforme o Professor Jack Welch, teria levado, por exemplo, somente um dia e meio para traduzir os primeiros cinco capítulos de Mosias, um sermão notável sobre o qual muitos livros serão escritos.
O Livro de Mórmon nos veio em princípios da atual dispensação num local onde havia muito estudo da Bíblia, muita fé nos seus preceitos e um renascimento religioso. Por isso, nós os membros da Igreja temos tardado em apreciar sua relevância às condições corrosivas dos dias atuais, a última parte da dispensação. Questões e dúvidas da historicidade de Jesus levantadas por alguns eruditos e até alguns clérigos têm aumentado rapidamente. Isso, porém, não era o caso na América de 1830. Dada a demografia de hoje, a maior parte do “ministério” do Livro de Mórmon está passando justamente nesta época agora de grande incerteza e contenda a respeito da “grande pergunta”-a mesmíssima pergunta a que o Livro de Mórmon foi cridado para responder!
Outra coisa impressionante é como o Livro de Mórmon prediz o surgimento nos últimos dias de “outros livros” de escritura (1 Néfi 13:39). O Livro de Mórmon é um deles, “provando ao mundo que as santas escrituras são verdadeiras e que Deus inspira os homens e chama-os para sua santa obra, nesta época e nesta geração, assim como em gerações passadas” (D&C 20:11).
Quanto às omissões da preciosa Bíblia Sagrada, em um só capítulo de 1 Néfi, capítulo 13, aparecem (na tradução portuguesa) três frases: tiraram, foram tiradas e foram suprimidas. Ao todo, há oito indicações num capítulo só que houve omissões devido a deficiências na transmissão do texto. Ademais, como indica Néfi, eram coisas “preciosas” que se perderam. Notem que a tradução de Joseph Smith de Lucas 11:52 mostra que Jesus criticava aqueles que “haviam suprimido a chave do conhecimento, a plenitude das escrituras” (Tradução de Joseph Smith, Lucas 11:52 [Vide www.historiasud.com, Joseph Smith e as Escrituras]).
Embora não saibamos exatamente o que foi “tirado” ou “suprimido” (Vide 1 Néfi 13:40), é lógico que haveria uma representação maciça de tais verdades simples e preciosas na Restauração. Portanto, os “outros livros” proporcionam justamente aquilo que Deus anseia que seja disponível aos filhos dos homens para que conheçamos a verdade das coisas, como disse Jacó, “das coisas como realmente são” (Jacó 4:13).
A convergência destes “outros livros” de escrituras com a preciosa Bíblia faz parte da marcha da Restauração. Esta marcha teria sido impossível sem indivíduos dedicados e heróicos, inclusive os profetas judeus e o antigo povo judaico que, nas palavras do Livro de Mórmon, passaram por “sofrimento, labores e aflições” para nos preservar a Bíblia. Lamentavelmente, como foi previsto, os judeus, como povo, não receberam agradecimentos por sua colaboração, em vez disso, foram “amaldiçoados, odiados e escarnecidos” (Vide 2 Néfi 29:4-5; 3 Néfi 29:4-8). Uma expressão mais recente da marcha da Restauração se reflete simbolicamente nas covas de alguns membros da Igreja da década de 1830 que foram enterrados em Ohio e Indiana. Recém se descobriu um caminho de lápides que traziam réplicas em pedra tanto da Bíblia como do Livro de Mórmon. Estes membros se sentiam abençoados em dobro e queriam que o mundo o soubesse.
As escrituras hoje existentes nos informam de mais de vinte outros livros que se revelariam (1) (Vide 1 Néfi 19:10-16). De fato, um dia “todas as coisas que já ocorreram e ocorrerão serão reveladas aos filhos dos homens” (2 Néfi 27:11). Portanto a nona regra de fé é uma declaração impressionante! Na minha opinião pessoal, porém, não receberemos mais escrituras até que aprendamos a apreciar plenamente as que já temos.
Os “outros livros,” principalmente o Livro de Mórmon, cumprem a “cláusula de estabelecimento” de Néfi: “Estes últimos registros estabecerão a verdade dos primeiros que são dos doze apóstolos do Cordeiro” (1 Néfi 13:40). O que o vidente dos últimos dias, Joseph Smith, revelou de fato ajudará muitas pessoas a aceitar a palavra de Deus na Bíblia (2 Néfi 3:11), para convencê-las que “os registros dos profetas e dos doze apóstolos do Cordeiro são verdadeiros” (1 Néfi 13:39). Há uma aventura para a frente!
Neste meio tempo, enquanto se intensifica a crítica do Livro de Mórmon, o livro continua a testificar e mostrar de forma cada vez mais diversificada sua coerência interna, sua riqueza de preceitos e seu vínculo com a antigüidade.
A plenitude da Restauração prosseguiu conforme prevista por Amós: “fome na terra, não fome de pão nem sede de água, mas de ouvir a palavra do Senhor” (Amós 8:11). O fim daquela fome se marcou pelo lançamento do Livro de Mórmon e dos “outros livros.”
Tais livros têm sido o meio do Senhor de preservar a memória espiritual dos séculos passados. Sem a memória moral logo segue a tragédia: “Ora . . . havia muitos da nova geração . . . que não acreditavam no que fora dito sobre a ressurreição do mortos nem acreditavam no que se referia à vinda de Cristo” (Mosias 26:1-2).
Em outra ocasião: “E na ocasião em que Mosias os encontrou . . . nenhum registro tinham trazido consigo; e negavam a existência de seu Criador” (Ômni 1:17).
A crença na Divindade e na Ressurreição são geralmente os primeiros princípios a serem abandonados. É irônico que embora aceitemos com gratidão a Bíblia como palavra de Deus, o próprio processo de sua emergência (várias traduções e a supressão de coisas preciosas) tem causado um enfraquecimento desnecessário na fé cristã por parte de algumas pessoas. Devido ao fato das fontes bíblicas não serem originais e sim derivações antiquadas e traduções, devemos apreciar ainda mais os “outros livros” que chegaram a nós diretamente de registros antigos e de revelação moderna.
Por exemplo, Paulo escreveu sua primeira epístola aos coríntios em cerca de 56 A.D. Não possuímos, obviamente, o pergaminho original. Aliás o documento mais antigo da primeira epístola aos coríntios foi descoberto na década de 1930 e fora emitido em 200 A.D. Em comparação, o sermão do rei Benjamim foi proferido pelo profeta em mais ou menos 124 A.C. Na última parte do século IV A.D. o sermão foi escolhido por outro profeta-Mórmon-para fazer parte do Livro de Mórmon. O sermão de Benjamim foi traduzido para inglês em 1829 A.D. por Joseph Smith, outro profeta. Há, portanto, uma cadeia não interrompida do profeta-autor ao profeta-redator ao profeta-tradutor numa colaboração notável.
Mesmo assim alguns descartam o Livro de Mórmon porque não podem ver as placas das quais foi traduzido. Ademais, dizem que não sabemos o suficiente sobre o processo de tradução. Mas a promessa de Morôni ao leitor sério, de que logo tratarei, consiste em ler e orar a respeito do conteúdo do livro, não a respeito do processo de sua produção. Estamos, portanto, “olhando para além do marco” (Jacó 4:14), quando, por falar de modo figurativo, nos interessam mais as dimensões físicas da cruz do que aquilo que Jesus conseguiu quando cravado nela. Ou, quando não damos ouvidos às palavras de Alma sobre a fé porque estamos fascinados demais pelo chapeu que refletia luz supostamente usado por Joseph Smith durante parte da tradução do Livro de Mórmon. (2)
Acima de tudo, ao ler e ponderar o Livro de Mormon, tenho-me admirado especialmente de como, para o leitor sério, o livro providencia uma resposta à chamada necessidade arquitetônica do homem moderno, ou seja, nossa necessidade profunda de perceber algum desenho, propósito, padrão ou plano referente à existência humana.
Em não menos de quinze ocasiões o Livro de Mórmon emprega a palavra plano com referência ao plano de salvação ou seus componentes. O próprio uso da palavra plano em si é muito marcante. Ao restaurar esta específica verdade “clara e preciosa”-isto é, que Deus não somente vive mas também tem um plano para a humanidade-o Livro de Mórmon é extremamente relevante para nossos dias. Não aparecem frases sobre o planejamento de Deus desde “a fundação do mundo” no Velho Testamento, mas ocorrem dez vezes no Novo Testamento e três vezes mais freqüente do que isso nos outros livros. (3)Fundação naturalmente sugere uma criação supervisionada por um Deus que ama e planeja.
O Livro de Mórmon dá pesada ênfase ao fato do evangelho ter estado com a humanidade de Adão em diante. Na sexta página do livro, lemos acerca do testemunho de todos os profetas “desde a fundação do mundo” (1 Néfi 3:20); cinco páginas depois, uma citação fala das palavras dos “santos profetas desde o começo” (1 Néfi 5:13). O seguinte versículo representa muitos: “Pois eis que não lhes profetizou Moisés acerca da vinda do Messias e que Deus redimiria seu povo? Sim, e mesmo todos os profetas que profetizaram desde o princípio do mundo-não falaram eles mais ou menos sobre estas coisas?” (Mosias 13:33; vide também 2 Néfi 25:19).
Parece provável que haja mais descobertas no futuro de registros antigos referentes ao Velho e Novo Testamentos, assim encolhendo o tempo entre a origem daquelas escrituras e os documentos mais velhos já disponíveis. Porém, este encolhimento não levará automaticamente à ampliação da fé-pelo menos para algumas pessoas. Futuras descobertas de documentos antigos que podem “lançar maior luz sobre [seu] evangelho” (D&C 10:45) podem focalizar-se em partes do evangelho de Jesus que existiam antes do ministério mortal de Jesus. Infelizmente, alguns poderão usar tais descobertas indevidamente para diminuir a divindade do Redentor, argumentando que não foi Jesus quem originou estas coisas, como se havia pensado previamente. Todavia o evangelho restaurado, inclusive o Livro de Mórmon, nos proporciona uma leitura clara da história espiritual da humanidade, mostrando “as ternas misericórdias” (Vide 1 Néfi 1:20; éter 6:12) desde o tempo de Adão. Não há, portanto, motivo de ficarmos preocupados com a descoberta de uma parte do evangelho de Cristo antes do ministério mortal de Cristo. O evangelho foi pregado e conhecido desde o início (Vide Moisés 5:58-59).
A detalhada correlação interna do Livro de Mórmon-de fato, de toda escritura verdadeira-é maravilhosa aos nossos olhos. Séculos antes do nascimento de Cristo, o rei Benjamim profetizou: “E chamar-se-á Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Pai da terra e do céu, o Criador de todas as coisas desde o princípio” (Mosias 3:8).
Séculos depois, o próprio Jesus ressuscitado se apresentaria aos nefitas com palavras bem semelhantes: “Eis que sou Jesus Cristo, o Filho de Deus. Criei o céu e a terra e todas as coisas que neles estão. Estive com o Pai desde o princípio” (3 Néfi 9:15).
Mas voltemos ao plano de Deus que nos desdobra: Alma, depois de falar da queda do homem, declarou que “era conveniente que os homens soubessem das coisas que [Deus] decretara para eles. Portanto [Deus] enviou anjos para conversarem com eles . . . e revelarem-lhes o plano de redenção que havia sido preparado desde a fundação do mundo” (Alma 12:28-30). é claro que este é o mesmíssimo processo que se seguiu na América do Norte durante a primeira metade do século dezenove através das visitações angélicas a Joseph Smith.
No centro desta resposta arquitetônica, com sua ênfase relativa às dispensações, está o âmago constante e cristão do Livro de Mórmon. Jacó escreveu: “Sabíamos de Cristo muitas centenas de anos antes de sua vinda . . . bem como todos os santos profetas que existiam antes de nós. Eis que eles criam em Cristo e adoravam o Pai em seu nome ... guardando a lei de Moisés que a ele guia nossa alma” (Jacó 4:4-5). Jacó enfatizou: “Nenhum profeta escreveu . . . sem ter falado deste Cristo” (Jacó 7:11).
Deus nos testifica de tantas maneiras: “Sim, e todas as coisas mostram que existe um Deus; sim, até mesmo a Terra e tudo que existe sobre a sua face, sim, e seu movimento, sim, e todos os planetas que se movem em sua ordem regular testemunham que existe um Criador Supremo” (Alma 30:44; vide também Moisés 6:63).
Um cientista crente da Grã Bretanha observou que nosso planeta se encontra num lugar especial: “Um pouco mais próximo ao sol e os mares da Terra logo ferveriam; um pouquinho mais distante e o mundo seria um deserto congelado.” Este cientista também notou: “Se as dimensões de nossa órbita mão estivessem certas, ... de seis em seis meses alternaríamos entre um congelamento tal qual se encontra em Marte e um calorão de fritar como em Vênus. Felizmente para nós, a órbita de nosso planeta é quase que um círculo.” (4)
“21% de oxigênio na atmosfera é outra cifra primordial. Os animais teriam dificuldade em respirar, se o conteúdo de oxigênio no ar caisse um tanto abaixo deste valor. Mas um nível de oxigênio um pouco acima disso seria desastroso, dado que um grau de oxigênio a mais provocaria mais incêndios. As florestas e a relva das planícies incendiariam sempre que caisse um relâmpago durante a época de seca, e viver na Terra se tornaria extremamente perigoso.” (5)
Quando, portanto, sabemos as respostas afirmativas à “grande pergunta,” podemos, como falou Amuleque, “viver rendendo graças diariamente” (Alma 34:38) e dando graças pelas muitas condições especiais que tornam possível a vida cotidiana na Terra.
Os propósitos abrangedores de Deus são declarados até o fim do Livro de Mórmon. Morôni nos exorta a um método exato de estudo e verificação que, se for seguido, nos revelará entre outras coisas quão misericorioso o Senhor tem sido para a humanidade “desde a criação de Adão” (Morôni 10:3). A profecia também pode ser tão convencedora como a lembrança do passado quando se trata de mostrar a extensão do amor de Deus: “Revelando-lhes coisas que logo aconteceriam, para que soubessem e lembrassem, na hora de sua vinda, que elas lhes haviam sido anunciadas de antemão, para que acreditassem” (Helamã 16:5; também vide Mómon 8:34-35).
Todas as idades precisam desta mensagem arquitetônica, mas nenhuma delas precisa mais desesperadamente do que a nossa que tanto se preocupa com o cepticismo e o hedonismo: “Pois como conhece um homem o mestre a quem não serviu e que lhe é estranho e que está longe dos pensamentos e desígnios de seu coração?” (Mosias 5:13).
Se, porém, nós nos focalizarmos demais nas guerras do Livro de Mórmon, ou se nos preocuparmos demais com o processo da produção do livro, tais verdades transcendentes como a que acabo de citar poderão passar despercebidas.
Até a página de rosto (6) declara que o Livro de Mórmon tem como propósito avisar as gerações futuras de “quão grandes as coisas que o Senhor fez para seus pais.” A falta de tais memórias espirituais certa vez levou ao declínio de Israel antigo: “E outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel” (Juízes 2:10).
Por que era tão difícil um povo inteiro-ou Lamã e Lemuel-guardar a fé? Porque desconheciam e eram descrentes dos “procedimentos daquele Deus que os criara” (1 Néfi 2:12; 2 Néfi 1:10). Fizeram-se muitos esforços: “Eu, Néfi, ensinei estas coisas a meus irmãos . . . li para eles muitas coisas que estavam gravadas na placas de latão para que soubessem o que o Senhor havia feito em outras terras entre os povos antigos” (1 Néfi 19:22).
Portanto, a ênfase profética do Livro de Mórmon é relevante para nós!
Até as críticas do livro acabarão por ter sua utilidade nos planos futuros de Deus. Concordo que as grandes respostas contidas no livro não serão aceitas por aqueles que não crêem. Tais pessoas não acreditariam nas palavras de Deus-vindas de Paulo ou de Joseph Smith-mesmo que tivessem um pergaminho paulino original ou acesso direto às placas de ouro. O Senhor certa vez apaziquou Joseph Smith ao dizer que tais pessoas “não crerão em minhas palavras . . . ainda que vissem todas estas coisas” (D&C 5:7).
Assim, alguns censuram o Livro de Mórmon. Porém para aqueles que têm ouvidos para ouvir, ele representa algo informativo e atraente que “clama desde o pó” (2 Néfi 3:20). é a voz enviada a nós de um povo caído para nos levantar. Descrito como um “sussurro desde o pó” (2 Néfi 26:16) daqueles “que adormeceram” (2 Néfi 27:9), este som desde o pó é o clamor coral de muitas vozes angustiadas que têm uma mensagem simples e única. Sua luta espiritual abrange alguns séculos mas exprime uma mensagem para todas as idades-o evangelho de Jesus Cristo! Os povos do Livro de Mórmon não ocupavam o centro do palco da história secular. Em vez disso, o teatro deles era relativamente pequeno, porém apresentavam a maior mensagem da história.
O Livro de Mórmon não agrada àqueles que almejam outros tipos de história e sim, agrada aos que verdadeiramente buscam as respostas à “grande pergunta” (Alma 34:5). Ao contrário da conclusão triste à qual muitos chegaram, o Livro de Mórmon declara repetidas vezes que o universo não consiste no chamado “espaço geométrico sem Deus.” (7)
Leva-se em conta também que normalmente “os instruídos não as lerão, porque [eles] as rejeitaram” (2 Néfi 27:20). Este versículo não se refere somente ao Professor Anthon, pois emprega-se o pronome plural eles. Esta referência sugere a mentalidade da maioria dos “instruídos” (eruditos) do mundo que, na maioria, não levam o Livro de Mórmon a sério. Mesmo quando estes o lêem eles realmente não o lêem porque o seu ponto de vista exclui milagres, inclusive a milagre da tradução do livro pelo “dom e poder de Deus.” Esse método falhado os desvia do estudo da substância do livro. Às vezes certas pessoas têm tanto medo de se desviarem de suas idéias fixas que não conseguem sair mesmo de um rumo desastroso. (8)
O homem, portanto, depende da revelação libertadora: “Eis que grandes e maravilhosas são as obras do Senhor. Quão insondáveis são as profundezas de seus mistérios! E é impossível ao homem descobrir todos os seus caminhos. E nehum homem conhece seus caminhos, a não ser que lhe sejam revelados; portanto, irmãos, não desprezeis as revelações de Deus” (Jacó 4:8).
E agora vamos à promessa de Morôni, a qual é uma promessa baseada em certas condições, promessa esta que tem várias partes. O leitor deve (1) ler e ponderar, (2) lembrar-se da misericórdia de Deus para a humanidade desde Adão até o presente e (3) orar em nome de Cristo, perguntando a Deus com real intenção se o livro é verdadeiro, (4) tendo fé em Cristo. Aí (5) Deus manifestará a veracidade do livro. O método contrário, ler superficialmente com dúvidas, se opõe ao método de Morôni e leva a conclusões levianas. O processo de verificação de Morôni não é seguido por muitos leitores e a crítica. Isso os leva a mal entendidos e confusão entre boatos, com sua línguas mil, e o dom das línguas!
Portanto, não sejam desiludidos, pensando que os “outros livros” serão bem-vindos por aqueles cujo senso de auto-suficiência já foi previsto: “Não pode haver mais” tais livros porque “já não precisamos” de tais livros (2 Néfi 29:3, 6).
Outra impressão forte que me veio através de reler o Livro de Mórmon é como os povos, embora cristãos, obedeciam a lei de Moisés, até a vinda de Cristo, com mais rigor que nós da Igreja imaginamos. “E não obstante acreditarmos em Cristo, guardamos a lei de Moisés e esperamos firmemente em Cristo até que a lei seja cumprida” (2 Néfi 25:24).
Os povos daquela época deviam “esperar pelo Messias e crer na sua vinda como se ele já tivesse vindo” (Jarom 1:11). Na verdade Moisés profetizou a respeito do Messias, mas nem todas as suas palavras estão no venerado Velho Testamento. Lembram-se da caminhada do Jesus ressuscitado com dois discípulos a caminho de Emaús? Esta caminhada era provavelmente de doze quilômetros e teria dado tempo amplo para Jesus citar não somente três ou quatro, mas muitas profecias de Moisés e outros a respeito do ministério mortal de Cristo (Lucas 24:27).
As escrituras que testemunham da divindade de Jesus são imprescindíveis em todas as épocas. Senão, como profetiza o Livro de Mórmon, ele será considerado um mero homem (Mosias 3:9) ou uma pessoa “sem valor” (1 Néfi 19:9). Nas últimas décadas a “dissolução interna do cristianismo,” resultado das idéias alguns teólogos, não somente diminui a importância de Cristo mas também diminui a importância da ressurreição, passando a considerá-la “uma expressão simbólica da renovação do discípulo.” (10) Mais uma vez nós vemos a importância primordial dos “outros livros” de escrituras que reforçam a realidade da ressurreição, especialmente os ensinamentos adicionais e relato da visita e instrução do Jesus ressuscitado que se encontram no Livro de Mórmon. Ocorreu a ressurreição de muitos outros conforme o relato claro de Jesus (3 Néfi 23:6-13).
Assim o Livro de Mórmon responde à “grande pergunta” de forma sonora, ampla e grandiosa. é claro que em nossos dias, a época pós-cristão, muitos já não fazem “a grande pergunta” a respeito do cristianismo, “não por ser mentira ou absurdo, mas por ser irrelevante,” (11) justamente como alguns pensavam nos dias de Benjamim e Mosias (Vide Mosias 28:1-2; Ômni 1:17).
Se a resposta à “grande pergunta” fosse “não,” logo haveria uma inundação distorcida do que o Professor Hugh Nibley chama “as perguntas terríveis.”
Até o cenário histórico, político e geográfico da revelação do Livro de Mórmon é todo especial. O Presidente Brigham Young ousadamente declarou: “Poderia este livro ser revelado e publicado ao mundo sob qualquer outro governo que não fosse o dos Estados Unidos? Não. Deus governou e controlou a colonização deste continente. Ele conduziu nossos pais da Europa para esta terra . . . e inspirou e garantiu liberdade no nosso governo, embora a garantia nem sempre seja observada.” (12)
Em meio deste drama que desdobra continuamente, alguns membros da Igreja abandonam a causa e são como aquele que abandona um oásis e sai à procura de água no deserto. Alguns destes sem dúvida se tornarão críticos e serão bem-recebidos no “edifício grande e espaçoso.” Daí em diante, porém, quanto a suas acomodações teológicas estão num hotel espaçoso mas de baixa categoria. Bem-vestidos, como diz o Livro de Mórmon, de forma “extremamente fina” (1 Néfi 8: 27), mas não têm aonde ir a não ser-um dia, como se espera-para casa.
As grandes respostas à “grande pergunta” sempre se focalizam, portanto, na realidade do “grande e último sacrifício.” “E eis que este é o significado total da lei, cada ponto indicando aquele grande e último sacrifício; e aquele grande e último sacrifício será o Filho de Deus, sim, infinito e eterno” (Alma 34:14). Estas grandes respostas reafirmam que havemos de vencer a melancolia mortal, não importando quantas vezes ou quão dolorosamente ela se manifeste.
Ademais, o que recebemos no Livro de Mórmon não é uma mera coleção de aforismos nem os ditos de um grupo de homens que oferecem suas opiniões filosóficas. Em vez disso, recebemos o testemunho coletivo dos profetas, especialmente aqueles que eram testemumhas oculares de Jesus, como Leí, Néfi, Jacó, Alma, o irmão de Jarede, Mórmon e Morôni. O relato bíblico dos quinhentos irmãos e irmãs que viram o Jesus ressuscitado (1 Coríntios 15:6) une-se à congregação de duas mil e quinhentas testemunhas da terra de Abundância (3 Néfi 17:25). Todas elas se uniram à hoste crescente de testemunhas sobre as quais escreveu o Apóstolo Paulo (Hebreus 12:1).
O Livro de Mórmon poderia ter sido outro tipo de livro, é claro. Poderia ter tratado principalmente dos cíclos da história de governos, isto é, “Os príncipes entram e os príncipes saem, uma hora de pompa, uma hora de ostentação.” Tal versão não iria contrabalançar tantos livros de desespero e a literatura de lamentações que já temos, até em demasia, cada um deles reminiscente, de uma maneira ou outra, deste verso de desespero do poeta Shelley:
... Duas vastas pernas de pedra sem torso
Erguem-se no deserto. Próxima delas, na areia,
Meio enterrada, uma cabeça quebrada jaz ...
“Meu nome é Ozimandias, rei dos reis:
Contemplai minhas obras, vós, homens de valor, e desesperai!”
Nada permanece senão os restos. Ao redor da decadência
Daqueles destroços colossais, sem limites, no deserto
As areias solitárias e planas extendem ao horizonte.
Devido ao fato da redação do Livro de Mórmon, com seu evangelho de esperança, ter ocorrido sob a direção divina, seu enfoque é principalmente espiritual. Mas há uns que criticam o Livro de Mórmon por não ser aquilo que nunca se destinava a ser. È como critcar a lista telefônica por não ter enredo!
Alguns dos versículos do Livro de Mórmon são de suma importância quanto a nossa salvação, outros não. O livro de éter contém um versículo sobre a genealogia: “E Jarede tinha quatro filhos” (e aí relatam-se os nomes) (éter 6:14). Porém, éter também contém outro versículo de enorme significado salvador:
“E se os homens vierem a mim, mostrar-lhes-ei sua fraqueza. E dou a fraqueza aos homens a fim de que sejam humildes; e minha graça basta a todos os que se humilham perante mim; porque caso se humilhem perante mim e tenham fé em mim, então farei com que as coisas fracas se tornem fortes para eles” (éter 12:27).
Lemos sobre uma batalha em que “dormiram sobre suas espadas . . . estavam embriagados de ira, da mesma forma que um homem se embriaga com vinho . . . E quando chegou a noite restavam trinta e dois do povo de Siz e vinte e sete do povo de Coriântumr” (éter 15:20-26). Tais versículos são de menos significado para nos tornarmos discípulos do que a seguinte passagem. Em todas as escrituras estas palavras constituem a mais completa explicação do requisito de Jesus que nós nos tornemos como um pequenino (Vide Mateus 18:3): “ . . . e se torne como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai” (Mosias 3:19).
Um dos motivos de nós “examinarmos as escrituras” é descobrir as várzeas luxuosas de significado e estes campos verdejantes nos nutrirão na hora de necessidade individual. O Livro de Mórmon está repleto de tais passagens. Logo após as palavras sobre as condições econômicas na cidade já desaparecida de Helã, encontramos uma verdade sóbria e duradoura: “Não obstante, o Senhor julga conveniente castigar seu povo; sim, ele prova sua paciência e sua fé” (Mosias 23:20-21; vide também D&C 98:12; Abraão 3:25).
De igual modo, o Livro de Mórmon nos dá pensamentos profundos que talvez não possamos compreender por completo. De forma surpreendente, Alma inclui nossas dores, doenças e enfermidades, bem como os pecados, entre as coisas que Jesus iria “tomar sobre si” (Alma 7:11-12). Suas experiências “de acordo com a carne” serviam de aperfeiçoar a misericórdia de Cristo. Ao exclamar “Oh! Quão grande é o plano de nosso Deus” (2 Néfi 9:13) Néfi também declarou que Jesus sofreria “as dores de todos os . . . homens, mulheres e crianças que pertencem à família Adão” (2 Néfi 9:21). Nossa alma tremula em face destas inferências. Correm as lágrimas ao ler tais passagens e aprofunda-se a adoração do nosso Redentor.
Dada esta riqueza de preceitos, não é de se admirar que os profetas nos admoestem a ler o Livro de Mórmon. Ao encerrar seus escritos àqueles que não respeitam (1) as palavras dos judeus (a Bíblia), (2) as palavras de Néfi (no Livro de Mórmon) e (3) as palavras de Jesus (do futuro Novo Testamento), Néfi simplesmente diz: “Eis que vos dou um eterno adeus” (2 Néfi 33:14).
Mórmon igualmente enfatiza a interação entre a Bíblia e o Livro de Mórmon (Vide Mórmon 7:8-9). O apoio mútuo e a correlação entre as escrituras foram comentados por Jesus: “Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” (João 5:46-47).
No entanto, daqueles que dizem: “Temos o suficiente, destes será tirado até mesmo o que tiverem” (2 Néfi 28:30). Obviamente, isto não se refere à perda física da Bíblia, que pode ainda estar na prateleira, e sim, refere-se à triste perda de convicção a seu respeito por parte de algumas pessoas.
Quando “examinamos as escrituras” a luminosidade de vários versículos de diversos livros focaliza-se como um laser. Esta iluminação arca e então converge, mesmo que se trata de autores, povos, lugares e tempos diferentes: “Portanto digo as mesmas palavras, tanto a uma nação como a outra. E quando duas nações caminharem juntas, os testemunhas das duas nações também caminharão juntos” (2 Néfi 29:8).
Porém crer não é um simples caso de avaliar as evidências da antigüidade, embora abracemos tais evidências. Tampouco se depende de acumular tais evidências, por bem-vindas que sejam. Em vez disso é uma questão de acreditar nas palavras de Jesus. A fé real, como a humildade verdadeira, se desenvolve “por causa da palavra de Deus”-e não por causa das circunstâncias que a rodeiam (Alma 32:13-14)!
Quão apropriado que as coisas são assim! O teste se focaliza na mensagem e não nos mensageiros; em princípios e não em processos; na doutrina e não no enredo. Enfatiza-se a crença em si “por causa da palavra.” Jesus falou a Tomás no hemisfério oriental: “Bem-aventurados são aqueles que não viram mas creram” (João 20:29). Ele proclamou aos nefitas: “Mais bem-aventurados são os que acreditarem em vossas palavras, porque testificareis que me vistes e sabeis que eu sou” (3 Néfi 12:2).
A verdadeira fé, portanto, se torna real através da assombrosa invervenção divina. O Senhor, conforme nos diz o Livro de Mórmon, é um pastor de voz mansa e agradável (Vide Helamã 5:30-31; 3 Néfi 11:3)-não um pastor gritante e repreensivo. Outros, se quiserem, podem exigir uma impressão vocal da voz do Senhor, mas mesmo se isto fosse possível, eles não iriam gostar de suas doutrinas (Vide João 6:66). As coisas do espírito devem ser buscadas pela fé, pois não se vêem pelos olhos do cepticismo.
Sem a fé real, as pessoas, ou mais cedo ou mais tarde, acham uma pedra de tropeço (Romanos 9:32). Afinal, é muito difícil mostrar aos orgulhosos coisas que “nunca teriam imaginado,” principalmente as coisas de que não querem saber. Quando Jesus falava de si como o pão da vida, uma doutrina poderosa cheia de conotações extraordinárias, alguns censuraram-no. Jesus lhes perguntou: “Isto escandaliza-vos?” (João 6:61). “E bem-aventurado é aquele que em mim se não escandalizar” (Lucas 7:23).
Como se isto não fosse suficiente, o esplêndido Livro de Mórmon nos avisa que uma terceira testemunha de escrituras sagradas ainda está para vir das dez tribos perdidas (Vide 2 Néfi 29-12-14). Sua vinda pode ser até mais dramática que a da segunda testemunha. Os que duvidam e desprezam a segunda testemunha tampouco aceitarão a terceira. Mas os fiéis possuirão uma tríade triunfante de verdade (Vide 2 Néfi 29:12-13). Se não fosse pelo Livro de Mórmon, nem saberíamos do terceiro conjunto de registros.!
Não sabemos quando ou como isso ocorrerá, mas estamos certos em assumir que o terceiro livro terá o mesmo enfoque fundamental do Livro de Mórmon: “Para que o restante da posteridade deles . . . venha a conhecer-me a mim, seu Redentor” (3 Néfi 16:4). Se houver uma página de rosto no terceiro registro, seu propósito não será muito diferente daquele do Livro de Mórmon, só que falará de outros povos que de igual forma receberam a visita pessoal do Jesus ressuscitado (Vide 3 Néfi 15:20-24; 16:1-4).
Assim, na dispensação da plenitude dos tempos haverá tanto um “elo de ligação” (D&C 128:18), juntando as chaves de todas as dispensaões como um “elo de ligação” que reúne todos os livros de escrituras dados pelo Senhor ao longo da história humana. Daí, como foi profetizado, “minha palavra também será reunida em uma” (2 Néfi 29:14). Então haverá um aprisco, um pastor e uma testemunha maravilhosa de Cristo!
Levando em conta tudo que relatei acima, é comovente que Joseph Smith, no cárcere, durante a última noite de sua vida moral, 26 de junho de 1844, prestou aos guardas “um testemunho poderoso da autenticidade divina do Livro de Mórmon, a restauração do evangelho e do ministério de anjos” (14) (Vide Alma 12:28-30). Aparentemente os guardas não deram ouvidos, como a maioria do mundo de hoje em dia. Seja a mensagem ouvida ou não, porém, o Livro de Mórmon terá mais um encontro para a frente: “Portanto estas coisas passarão de geração a geração, enquanto durar a Terra; e isto de acordo com a vontade e prazer de Deus; e as nações que as tiverem em seu poder serão julgadas por elas, segundo as palavras que estão escritas” (2 Néfi 25:22).
Por mim, sou grato que o livro estará conosco “enquanto durar a Terra.” Quero e preciso de mais tempo. Para mim, torres, pátios e alas esperam minha chegada. Minha visita ainda não se completou. Ainda há algumas salas em que não entrei e há lareiras acesas esperando para acalentar-me. Até as salas que já vi têm mobília e detalhes que ainda não apreciei. Há painéis imbutidos de conhecimentos incríveis, de design e decoração desde o éden. Também nos esperam mesas de banquete suntosamente postas pelos nossos antecessores. Infelizmente, nós, como membros da Igreja, às vezes agimos como turistas apressados, mal passando pelo hall de entrada da mansão.
Que nós cheguemos a sentir, como um povo inteiro, o desejo de entar para além do hall de entrada. Que possamos chegar lá dentro onde se ouvem claramente as verdades sussuradas daqueles que “adormeceram,” cujos sussurros despertarão em nós, como nunca antes, a vida de discípulo.

REFERÊNCIAS:
1. Guerras do Senhor, Jasher, mais escritos de Samuel, os Atos de Solomão, o livro de Natã, Semaías, Aíjah, Ido, Jeú, os dizeres dos Videntes, pelo menos duas epístolas de Paulo, os livros de Enoque, Ezias, o Livro de Lembranças de Adão, e Gade o Vidente. Trata-se de mais de vinte livros perdidos. Também há certas profecias de Jacó (Israel), e muitas profecias de José no Egito, uma parte das quais se encontra em 2 Néfi 3:1-25; 4:1-3 (Tradução de Joseph Smith, Gênesis 50:24-37; Alma 46:24-26).
2. Ademais, poucas pessoas estão dispostas a seguir os conselhos de Morôni a respeito do conteúdo do livro: “Não me condeneis, em virtude de minha imperfeição; nem a meu pai, por causa de sua imperfeição, nem àqueles que escreveram antes dele; mas dai graças a Deus por ele vos ter manifestado nossas imperfeições, para que aprendais a ser mais sábios do que nós fomos” (Mómon 9:31).
3. Vinte e duas vezes no Livro de Mórmon, dez vezes em Doutrina e Convênios e três vezes na Pérola de Grande Valor.
4. Alan Hayward, God Is (Deus é) (Nashville: Thomas Nelson, 1980) 62-63.
5. Hayward, God Is (Deus é), 68.
6. Joseph Smith, Teachings of the Prophet Joseph Smith (Os Ensinamentos do Profeta Joseph Smith), compilado por Joseph Fielding Smith (Salt Lake City: Deseret Book, 1976), 7.
7. Michael Harrington, The Politics at God’s Funeral: the Spiritual Crisis of Western Civilization (A Política no Funeral de Deus: a Crise Espiritual da Civilização Ocidental) (New York: Holt, Rinehart and Winston, 1983), 114.
8. C. S. Lewis, The Last Battle (A última Batalha) (New York: Collier, 1970), 148.
9. Harrington, Politics, 153.
10. Harrington, Politics, 164.
11. Penelope Fitzgerald, The Knox Brothers (Os Irmãos Knox) (New York: Coward, McCann & Geoghegen, 1977), 106-7.
12. Brigham Young, no Journal of Discourses (Revista de Discursos) (London: Latter-day Saints’ Book Depot (Depósito de Livros dos Santos dos últimos Dias), 1854-86) 8:67.
13. Percy Bysshe Shelley, “Ozymandias,” (“Ozimandias”) Norton Anthology of English Literature (Antologia Norton de Literatura Inglesa) (New York: W.W. Norton & Company, 1986), 2:691.
14. Smith, Teachings, 383.

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